quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008




Desencanto Profundo

Sou a porta aberta que não tem saída
Do mundo cruel que me castigou
Sou a filha sem norte e anda perdida
Não sei donde venho e não sei quem sou

Meus olhos são gaivotas esvoaçando
Tentando mergulhar no mar profundo
Minhas mãos tais sereias enfeitiçando
Pescadores que as seguem para o fim do mundo

Sou o pássaro que nunca mais voou
Sou a filha do vento que passou
À porta deste mundo de tristeza

Sou o fogo que ao arder lança calor
Para aquecer corações frios de amor
Sou uma rosa tenho espinhos e beleza

Autora: Maria do Céu Oliveira


1 comentário:

Geni disse...

M. DO CÉU!
Estou dando uma passadinha p/ teu Blog, li duas lindas poesias, gostei mto. das tuas peças antigas!!!
parabéns!!!
abrçs
Geni