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quinta-feira, 24 de maio de 2012
domingo, 11 de setembro de 2011
sexta-feira, 4 de abril de 2008

Orando
SENHOR!
SENHOR!
Ouvem-se tão tristes lamentos pelos montes
Pelas casas pelas cidades e pelos céus
São lamentos de dor de almas crentes
Mas alguns também são o eco dos meus
SENHOR!
Parecem toupeiras em buracos sem espaço
Que nesta vida mal podem caminhar
Muitas irão tombar com balas de aço
As outras nem sabem qual rumo tomar
SENHOR!
São os seus sonhos levados pelo vento
Que dizem adeus ao seu corpo já morto
Lança Teu manto para cobrir com o silêncio
Esta terra sangrenta com um triste Sol Posto
SENHOR!
Faz que o vento leve também suas penas
Quando no fim do túnel Senhor a Tua Luz Brilhar
Autora: Maria do Céu Oliveira
Pelas casas pelas cidades e pelos céus
São lamentos de dor de almas crentes
Mas alguns também são o eco dos meus
SENHOR!
Parecem toupeiras em buracos sem espaço
Que nesta vida mal podem caminhar
Muitas irão tombar com balas de aço
As outras nem sabem qual rumo tomar
SENHOR!
São os seus sonhos levados pelo vento
Que dizem adeus ao seu corpo já morto
Lança Teu manto para cobrir com o silêncio
Esta terra sangrenta com um triste Sol Posto
SENHOR!
Faz que o vento leve também suas penas
Para bem longe daqui onde nem haja luar
Para que de Amor chorem como MadalenaQuando no fim do túnel Senhor a Tua Luz Brilhar
Autora: Maria do Céu Oliveira
(Poema escrito aquando da Guerra dos Balcãs)
domingo, 30 de março de 2008

Dar Flores são beijos
Embalei a Primavera nos meus braços
Floriram lindas flores por todos os lados
Madressilvas e heras formaram grandes laços
E meus sentidos ficaram perfumados
Rosas amarelas olharam para mim
Vestidas de seda dançaram sorrindo
Papoilas alegres gargalharam sem fim
E meus braços aos poucos foram-se abrindo
Corri pelos campos com a Primavera
Colhi as flores que fui encontrando
Fiz lindos ramos cheios de quimera
E fui oferecer a quem estava chorando
Do encantamento que tive acordei
Se fosse real aquela grandeza
Dar flores são os beijos mais puros e sei
Que nesta vida haveria muito mais beleza
Floriram lindas flores por todos os lados
Madressilvas e heras formaram grandes laços
E meus sentidos ficaram perfumados
Rosas amarelas olharam para mim
Vestidas de seda dançaram sorrindo
Papoilas alegres gargalharam sem fim
E meus braços aos poucos foram-se abrindo
Corri pelos campos com a Primavera
Colhi as flores que fui encontrando
Fiz lindos ramos cheios de quimera
E fui oferecer a quem estava chorando
Do encantamento que tive acordei
Se fosse real aquela grandeza
Dar flores são os beijos mais puros e sei
Que nesta vida haveria muito mais beleza
Autora: Maria do Céu Oliveira

Dança do Fogo
Ó fogo que danças
No chão da lareira
Dança a noite inteira
Para me aquecer
Tua dança ardente
Como o sol poente
Ao entardecer
És a melodia
Duma noite fria
De cor e de luz
Ao romper do dia
E o fogo à lareira
Estava já cansado
De tanto dançar
Deitou-se no chão
Ficou a sonhar
É cinza apagada
Já não dança nada
No chão da lareira
Dança a noite inteira
Para me aquecer
Tua dança ardente
Como o sol poente
Ao entardecer
És a melodia
Duma noite fria
De cor e de luz
Ao romper do dia
E o fogo à lareira
Estava já cansado
De tanto dançar
Deitou-se no chão
Ficou a sonhar
É cinza apagada
Já não dança nada
Autora: Maria do Céu Oliveira
terça-feira, 11 de março de 2008

Sementes de Amor
Celebrar o amor junto ao deserto
Nas areias onde o sol aquece as mãos
Sentir que o amor está mais perto
É sentir que todos somos irmãos
Caminhar em frente sem demora
Semear amor sobre um canteiro
Meter no coração quem está de fora
É espalhar o amor no mundo inteiro
Cantar o amor com alegria
Largar pombas brancas para o céu
Ver nascer o sol em harmonia
É sentir dentro de si, um novo EU.
Autora: Maria do Céu Oliveira
É sentir que todos somos irmãos
Caminhar em frente sem demora
Semear amor sobre um canteiro
Meter no coração quem está de fora
É espalhar o amor no mundo inteiro
Cantar o amor com alegria
Largar pombas brancas para o céu
Ver nascer o sol em harmonia
É sentir dentro de si, um novo EU.
Autora: Maria do Céu Oliveira
segunda-feira, 10 de março de 2008

A Magia da Noite
Procurei na noite a luz
Que em meus dias não brilhou
As estrelas lá do alto sorriam
Dando-me coragem
De coração em sobressalto
Em cada pessoa que passava
Procurava tua imagem
Desilusão!
Entrei num acolhedor
E calmo bar para afogar
Minha tristeza
Um piano tocava sem parar
Serrei os olhos com nostalgia
Meu pensamento estava num outro lugar
Mas a noite tem sua magia
E por encanto amor
Os teus braços cheios de ternura
E amor me envolveram
O encanto foi breve quebrou
A pouco e pouco
As estrelas desapareceram
Foi então que a noite
Em seus braços me embalou
Que em meus dias não brilhou
As estrelas lá do alto sorriam
Dando-me coragem
De coração em sobressalto
Em cada pessoa que passava
Procurava tua imagem
Desilusão!
Entrei num acolhedor
E calmo bar para afogar
Minha tristeza
Um piano tocava sem parar
Serrei os olhos com nostalgia
Meu pensamento estava num outro lugar
Mas a noite tem sua magia
E por encanto amor
Os teus braços cheios de ternura
E amor me envolveram
O encanto foi breve quebrou
A pouco e pouco
As estrelas desapareceram
Foi então que a noite
Em seus braços me embalou
Autora: Maria do Céu Oliveira
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Lágrima de Amor
Eu sou a onda que não tem sossego
Levo esta vida cheia de tormentos
Esmago-me de encontro aos rochedos
E grito assim os meus sofrimentos
Nas longas noites enluaradas
Embalada pelo cantar da sereia
Lembro bonitos contos de fadas
Sou a onda a espreguiçar-se na areia
Mas a gota que das ondas se esvai
Levo esta vida cheia de tormentos
Esmago-me de encontro aos rochedos
E grito assim os meus sofrimentos
Nas longas noites enluaradas
Embalada pelo cantar da sereia
Lembro bonitos contos de fadas
Sou a onda a espreguiçar-se na areia
Mas a gota que das ondas se esvai
Nas noites tristes a deixo rolar
É a lágrima de amor por minha mãe
Que se junta à imensidão do mar
É a lágrima de amor por minha mãe
Que se junta à imensidão do mar
De: Maria do Céu Oliveira
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Mulher
O teu corpo é hera
Estás na Primavera
Do desabrochar
Enleia os teus braços
Como fossem laços
Vamos-nos amar
Rebenta o calor
A hera se ergue
Que nem um vulcão
Raízes partidas
E folhas caídas
Um manto no chão
Teu corpo torcido
Lançando um gemido
Meu Deus que fazer
Apenas queria
Que visses um dia
Que eu fora mulher
Estás na Primavera
Do desabrochar
Enleia os teus braços
Como fossem laços
Vamos-nos amar
Rebenta o calor
A hera se ergue
Que nem um vulcão
Raízes partidas
E folhas caídas
Um manto no chão
Teu corpo torcido
Lançando um gemido
Meu Deus que fazer
Apenas queria
Que visses um dia
Que eu fora mulher
Autora: Maria do Céu Oliveira

Última Valsa
Ao som desta valsa
Eu fui levada
Da minha salinha
Para um salão
Fiquei encantada
A ouvir a música
Que não mais parava
Eu também dançava
Com um lindo par
Estavam lá também
Uns pares muito belos
Que tão bem valsavam
E nos seus cabelos
Tinham lindas flores
E suas cinturas
Eram abraçadas
Pelos seus amores
Não queriam parar
Era a última valsa
Que estava a tocar
Terminou a valsa
A música parou
E a minha salinha
Já não é salão
Eu estive a sonhar
Sentada e sozinha
No meu cadeirão
Da minha salinha
Para um salão
Fiquei encantada
A ouvir a música
Que não mais parava
Eu também dançava
Com um lindo par
Estavam lá também
Uns pares muito belos
Que tão bem valsavam
E nos seus cabelos
Tinham lindas flores
E suas cinturas
Eram abraçadas
Pelos seus amores
Não queriam parar
Era a última valsa
Que estava a tocar
Terminou a valsa
A música parou
E a minha salinha
Já não é salão
Eu estive a sonhar
Sentada e sozinha
No meu cadeirão
Autora: Maria do Céu Oliveira
Menino da Rua
Menino da rua
sem eira nem beira
que vida insegura
com frio sem lareira
Menino da rua
quanta solidão
sua casa é a rua
onde todos estão
Menino da rua
em noites de frio
dorme no cartão
Menino da rua
na montra parado
nos olhos os sonhos
estão do outro lado
Menino da rua
sapatos tamanhos
pois eram de alguém
que tinha mais anos
Menino da rua
mãozitas nos bolsos
caminhando em frente
sem forças nem alento
virando à direita
à esquerda também
Menino da rua
já tudo perdeu
não sabe de quem é
e não é de ninguém
Menino da rua
leva no olhar
pérolas de sonhos
que quer encontrar
Menino da rua
entra no jardim
senta-se num banco
para descansar
Menino da rua
olha para os pássaros
que vê voar
Menino da rua
deita-se no banco
onde adormece
seus sonhos voaram
como pombas brancas
para lá do céu
e enquanto sonhou
uma voz do Alto
pelo nome o chamou
E o Menino da rua
sorrindo saltou
voou com os pássaros
para além da lua
Menino da rua
para onde vais
vou ter com JESUS
para não sofrer mais
Menino da rua
Menino da rua
não te verei jamais
Autora: Maria do Céu Oliveira

Jardim da Fantasia
Estava cansada
Sentei-me no banco do Jardim da Fantasia
Embalei minhas mãos
Como se de meninas se tratasse
Elas entreolharam-se e sorriram para mim
Ergueram-se e num gesto de ternura
Afagaram o meu rosto
Beijaram minha boca, pestanejaram
Aninharam-se no meu colo
E adormeceram abraçadas.
Sentei-me no banco do Jardim da Fantasia
Embalei minhas mãos
Como se de meninas se tratasse
Elas entreolharam-se e sorriram para mim
Ergueram-se e num gesto de ternura
Afagaram o meu rosto
Beijaram minha boca, pestanejaram
Aninharam-se no meu colo
E adormeceram abraçadas.
Autora: Maria do Céu Oliveira
Desencanto Profundo
Sou a porta aberta que não tem saída
Do mundo cruel que me castigou
Sou a filha sem norte e anda perdida
Não sei donde venho e não sei quem sou
Meus olhos são gaivotas esvoaçando
Tentando mergulhar no mar profundo
Minhas mãos tais sereias enfeitiçando
Pescadores que as seguem para o fim do mundo
Sou o pássaro que nunca mais voou
Sou a filha do vento que passou
À porta deste mundo de tristeza
Sou o fogo que ao arder lança calor
Para aquecer corações frios de amor
Sou uma rosa tenho espinhos e beleza
Sou a porta aberta que não tem saída
Do mundo cruel que me castigou
Sou a filha sem norte e anda perdida
Não sei donde venho e não sei quem sou
Meus olhos são gaivotas esvoaçando
Tentando mergulhar no mar profundo
Minhas mãos tais sereias enfeitiçando
Pescadores que as seguem para o fim do mundo
Sou o pássaro que nunca mais voou
Sou a filha do vento que passou
À porta deste mundo de tristeza
Sou o fogo que ao arder lança calor
Para aquecer corações frios de amor
Sou uma rosa tenho espinhos e beleza
Autora: Maria do Céu Oliveira
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Mãos de Mulher
Ainda ontem eram finas e reais
Hoje são disformes, e frias
Já tiveram gestos divinais
ó, tristes mãos, como estais vazias
A misérias que não tinham nome
limparam as lágrimas da dor
deram pão a quem tinha fome
rezaram a Deus com muito fervor
Amanhã, não valem nada
serão mãos de velha abandonada
dormitando num banco do jardim
Trémulas, escondidas junto ao peito
não têm beleza e estarão sem jeito
mantendo a pureza do marfim
Autora: Maria do Céu Oliveira
Ainda ontem eram finas e reais
Hoje são disformes, e frias
Já tiveram gestos divinais
ó, tristes mãos, como estais vazias
A misérias que não tinham nome
limparam as lágrimas da dor
deram pão a quem tinha fome
rezaram a Deus com muito fervor
Amanhã, não valem nada
serão mãos de velha abandonada
dormitando num banco do jardim
Trémulas, escondidas junto ao peito
não têm beleza e estarão sem jeito
mantendo a pureza do marfim
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